Como a infância influencia seus relacionamentos amorosos?
- Mulher que Sente

- 3 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de ago.
Você já se perguntou por que continua se envolvendo com pessoas que te machucam? Ou por que é tão difícil se afastar de quem não te faz bem?
Essas respostas, muitas vezes, não estão no presente — mas lá atrás, na infância.
O jeito que aprendemos a amar
Desde pequenas, vamos formando uma ideia do que é o amor, de como se recebe carinho e do que é preciso fazer para ser aceita. E esse aprendizado, mesmo que silencioso, molda nossas escolhas. Se o afeto vinha junto com rejeição, abandono ou críticas, é possível que você tenha aprendido que amor dói — e hoje aceite relacionamentos que machucam, achando que isso é normal.
A criança que tenta ser suficiente
Talvez você tenha crescido tentando agradar para ser notada. Ou aprendeu a não incomodar, a se calar, a cuidar de todo mundo — mesmo quando ninguém cuidava de você. Agora, adulta, pode estar repetindo esse papel: se anulando, aceitando migalhas, tentando ser “a parceira perfeita” para quem não está disposto a te amar de verdade.
Por que repetimos os mesmos padrões?
Porque, no fundo, ainda existe aquela menina esperando ser amada de um jeito diferente. E sem perceber, você escolhe pessoas que te fazem reviver a mesma dor — como se, desta vez, pudesse mudar o final. Na psicanálise, chamamos isso de repetição. Repetimos aquilo que não conseguimos elaborar, esperando inconscientemente que a história se repare.
Existe saída.
Sim. Quando você começa a olhar com carinho para a sua história, entende que não precisa mais viver em função de conquistar amor. Você pode se libertar desses padrões. Mas isso exige um processo. Um reencontro com você mesma. E a coragem de reconhecer: você merece um amor que não machuca — começando pelo seu.
Não é sobre culpar o passado. É sobre entender de onde vem sua dor — para finalmente poder curá-la.
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